Sábado, 23 de Outubro de 2010

OS ADUEIROS

 

Em 1925, há portanto 85 anos, e conforme se pode verificar pelo documento que aqui deixamos, já existia em Chaves o Grupo nº 22 da União dos Adueiros de Portugal, que julgamos seria uma organização parecida  com os actuais escuteiros. Se não for corrijam-me.

O portador deste bilhete de identidade e que, portanto, fazia parte desse grupo,  era da nossa terra e que já faleceu há muitos anos. Trata-se do Sr. Antómnio Vidal, que era casado com a D. Herminia Araújo, também já falecida.

As pessoas passam mas as recordações vão ficando e ainda bem que há quem as guarde.

publicado por S. Lourenço - Chaves às 09:43
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5 comentários:
De Delfim Carreira a 8 de Outubro de 2011 às 14:52
Tem razão os Adueiros existiram em Portugal e tinham algumas semelhanças com os Escoteiros, diferenciavam-se essencialmente por terem um cunho mais militar.
Como escoteiro que sou e dado o meu gosto pela história deste movimento, tenho algum interesse nesta temática, contudo nunca encontrei informação significativa relativamente a essa organização, pelo que gostaria de lhe solicitar mais alguma informação que possua ou venha a obter, pois pretendo mesmo um dia vir a publicar algo sobre as organizações escutistas em Portugal.
Aproveito ainda para informar de que os Adueiros participaram de forma ativa juntamente com a Associação dos Escoteiros de Portugal e o Corpo Nacional de Escutas, durante a visita a Portugal de Baden Powell " Fundador do Escotismo " que ocorreu em Março de 1929


De S. Lourenço - Chaves a 8 de Outubro de 2011 às 18:08
Se conseguir mais alguma informação transmito


De Duarte e Silva. a 1 de Janeiro de 2014 às 13:57
A extinta União dos Adueiros de Portugal - boy-scous portugueses (1919) foi a segunda associação de escoteiros a ser criada no nosso país. A primeira foi a Associação dos Escoteiros de Portugal - escotismo para todos (1913), e a terceira foi o Corpo Nacional de Escutas - escutismo católico português (1923).
A história dos adueiros aparece referida no livro \"História dos Escoteiros de Portugal\" da autoria de Eduardo Ribeiro, editado pela \"Aliança Nacional das ACM de Portugal\", em Lisboa.
A União dos Adueiros de Portugal teve reconhecimento oficial pelo Decreto n° 2627, do Governo da República Portuguesa, publicado no \"Diário do Governo\", de 13/12/1919, Primeira Série, e na Ordem do Exército n° 24, de 22/12/1919, Primeira Série.
Tinha um cunho militarista muito marcado, tendo já em 1918 nove grupos, na cidade do Porto, mas também noutras regiões do país.
O Grupo 79 da Associação dos Escoteiros de Portugal tem origem direta no grupo de adueiros sediado no Palácio das Necessidades.
Os adueiros foram fundados pelo Oficial do Exército, então Tenente Artur Carlos de Barros Basto, que se crê poder ser de origem judaica.
O fundador escreveu que adaptou o conceito de \"Scouting, de Baden-Powell, (...) aos caracteres étnicos da raça, às belas tradições dum passado brilhantíssimo, e à necessidade, em face da índole da organização do exército (tendência para a Nação Armada)\".
Esta adaptação foi na realidade uma deturpação do verdadeiro conceito de escotismo, aproximando-se dos movimentos das juventudes fascistas. Os adueiros usavam gravata de seda negra, à semelhança dos \"Camisas Negras\", em vez do lenço de escoteiro.
Esta deturpação levou a uma oposição externa por parte das restantes associações de escoteiros e interna de muitos dos seus dirigentes, culminando na extinção da União dos Adueiros de Portugal.


De Duarte e Silva a 1 de Janeiro de 2014 às 13:59
A extinta União dos Adueiros de Portugal - boy-scous portugueses (1919) foi a segunda associação de escoteiros a ser criada no nosso país. A primeira foi a Associação dos Escoteiros de Portugal - escotismo para todos (1913), e a terceira foi o Corpo Nacional de Escutas - escutismo católico português (1923).
A história dos adueiros aparece referida no livro \"História dos Escoteiros de Portugal\" da autoria de Eduardo Ribeiro, editado pela \"Aliança Nacional das ACM de Portugal\", em Lisboa.
A União dos Adueiros de Portugal teve reconhecimento oficial pelo Decreto n° 2627, do Governo da República Portuguesa, publicado no \"Diário do Governo\", de 13/12/1919, Primeira Série, e na Ordem do Exército n° 24, de 22/12/1919, Primeira Série.
Tinha um cunho militarista muito marcado, tendo já em 1918 nove grupos, na cidade do Porto, mas também noutras regiões do país.
O Grupo 79 da Associação dos Escoteiros de Portugal tem origem direta no grupo de adueiros sediado no Palácio das Necessidades.
Os adueiros foram fundados pelo Oficial do Exército, então Tenente Artur Carlos de Barros Basto, que se crê poder ser de origem judaica.
O fundador escreveu que adaptou o conceito de \"Scouting, de Baden-Powell, (...) aos caracteres étnicos da raça, às belas tradições dum passado brilhantíssimo, e à necessidade, em face da índole da organização do exército (tendência para a Nação Armada)\".
Esta adaptação foi na realidade uma deturpação do verdadeiro conceito de escotismo, aproximando-se dos movimentos das juventudes fascistas. Os adueiros usavam gravata de seda negra, à semelhança dos \"Camisas Negras\", em vez do lenço de escoteiro.
Esta deturpação levou a uma oposição externa por parte das restantes associações de escoteiros e interna de muitos dos seus dirigentes, culminando na extinção da União dos Adueiros de Portugal.


De S. Lourenço - Chaves a 2 de Janeiro de 2014 às 21:18
Fico muito grato por esta informação.


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